Archive for outubro 6, 2007
Sério, eu tô bem…
The Spill Canvas – No Really, I’m Fine (2007)
Gravadora: Sire/Rhino Records
Conheci o Spill Canvas nessas buscas internéticas de “essa banda parece com essa que parece com essa que parece com essa” e por aí vai…
O seu primeiro disco era acústico, no segundo eles mudaram um pouco e agora chegam ao terceiro full-lenght completamente elétricos.
A faixa de abertura “Reckless Abandonment” já é um cartão de visitas do que vem por aí… guitarras falando alto, bateria com pressão e felizmente nada de gritos… e sim aquele vocal do Nick Thomas que eu gosto muito. A 2a faixa “All Over You” é o single de lançamento do disco, começa lenta, meio Incubus, vai para uma parte semi-dance até chegar no refrão completamente dançante.
“Battles” começa com uma bateria sozinha, e me lembra muito a batida de “Scentless Apprentice” do Nirvana, mas com muito menos pressão claro…com um baixo marcante e uma guitarra reggaeada que faz a música ganhar ritmo até entrar no refrão.
“The Truth” poderia facilmente ser uma música do Daphne Loves Derby, influência clara na banda.
“Saved” na minha opinião é a melhor do disco. Adoro músicas que poderiam facilmente entrar no fim de seriado como Laguna Beach, Smallville e etc. Música com cadência lenta com refrãozinho bonito “You came and saved me tonight”. E pra minha surpresa a música está presente na trilha de “O retorno do super-homem”.
“Hush Hush” segue o clima do álbum, com timbres de guitarra que eu gosto, aquele som de telecaster.
“Low Fidelity” tem um início a la Foo Fighters, mas como aqui a banda é bem mais lenta a pressão é um pouco menor. “Connect the Dots” é uma balada… com batida eletrônica inicial, guitarra delayzada e por aí vai.
“Bleed, Everyone’s Doing It” já começa com um riff poderoso e deve ser hit fácil nos shows, música para colocar o pé no retorno e fazer o símbolo do demo com a mão.
“Appreciattion and the bomb” é uma das melhores do disco. Tipo de música que eu gosto de ouvir sentado no computador, ou voltando para casa sentado em um ônibus. Os meninos ainda nos presenteiam com “One thing is for sure” que não rolará em nenhuma festa/balada que você frequente, mas é ótima para fechar os olhos e dançar sozinho(a) no seu quarto, ou enquanto você arruma a cama.
O disco encerra com “Lullaby” e como a própria música já diz é uma canção lentinha e a única que ultrapassa os 4 minutos.
É incrivel como os moleques não devem nem ter a idade dos caras do Arctic Monkeys ainda e já fazem um som gostoso de se ouvir. Só pelo fato de eles não seguirem as tendências “gritarias-maquiagem” já ganham bastante ponto comigo.
Mais um ótimo lançamento em 2007 e que não sairá no Brasil.
