Archive for outubro 14, 2007
Megalomaníacos

Fui ao show do Incubus ontem no Citibank Hall, no Rio de Janeiro, mesmo não sendo um fã número 1 da banda. Depois de pegar um trânsito em pleno feriado carioca, cheguei ao local do show com o estacionamento completamente lotado.
Até conseguir arrumar uma vaga e meus amigos comprarem o ingresso (o povo carioca não tem mania de comprar ingresso antecipado, mesmo deste show que estava sendo vendido desde Abril desse ano) entramos bem na hora do início do show.
Ainda bem que não perdi o início, que no show do Incubus costuma ser com uma música de abertura desconhecida.
O show abriu com “Nice To Know You” para delírio de um Citibank Hall que incrivelmente estava bem cheio para um feriado nacional. Os shows gringos costumam ter um som muito alto e muito bom e na música de abertura já deu pra sentir isso.
A formação de palco do Incubus me chamou a atenção, colocando a bateria de Jose Pasillas de lado, meio que de frente para o equipamento do DJ/tecladista Chris Kilmore, que usava o mais recente mini-moog lançado, para criar alguns efeitos nas músicas do Incubus.
O guitarrista Mike Einziger usava 8 amplificadores variados entre Vox e Marshalls, cada um com uma regulagem diferente e que dava a impressão de que era mais de uma guitarra que estava presente no palco.
Logo depois eles já vieram com o hit “Wish You Were Here” e “Circles”. Três músicas do aclamado disco Morning View me fez acreditar que o show ali já estava ganho, foi quando eles mandaram na sequência um dos melhores riffs iniciais de guitarra, a música de trabalho do Light Grenades lançado ano passado, a matadora “Anna Molly”.
Pronto, o show para mim já estava perfeito. Foi quando os meus olhares então se voltaram para o baixista Ben Kenney, que tinha a difícil tarefa de substituir Dirk Lance que deixou a banda em 2003 e pelo que eu soube era um dos queridinhos dos brasileiros. E Ben foi mais do que sensacional, além de colocar uma bandeira brasileira sobre o seu Ampeg, ganhando pontos com os cariocas, Ben era simpatia pura com a platéia, sorrindo e dançando sem parar, uma ginga digamos, bem carioca até por sinal. Isso sem falar em Ben como instrumentista, tocando com o baixo na altura do peito mandava solos jazzísticos sem parar. Um músico sem palavras.
Brandon Boyd também foi simpático com o povo carioca mandando a única frase que deve ter aprendido aqui “Obrigado Rio”. Ele que costumava desafinar em apresentações ao vivo, surpreendeu e foi nota 10. Vocal perfeito do início ao fim e ainda tocou guitarra em 2 músicas e percussão em outras. Sei que o vocal dele estava passando por algum plug-in, que o camera-man da casa de show filmou uma hora a tela do computador da mesa de som que mostrava BRANDO VOC sendo equalizado ali na hora, mas nada que tire os méritos de Brandon que ainda arrepiou as mulheres presentes tocando no fim do show sem camisa.
O show ainda teve hits certeiros como “Pistola”, “Drive”, “Stellar” e a música que colocou o Citibank a baixo “Megalomaniac”.
Saí do show satisfeito apesar de sentir falta de “Talk Show On Mute” que o pessoal da terra da garoa com certeza vai ser presenteado nas 2 noites de apresentações que começam hoje e já têm os seus ingressos esgotados.
Resultado: show bom, som bom, execução das músicas perfeitas, presença de palco melhor ainda e há tempos não via um Citibank Hall com um ar de felicidade no ar, com muita gente se abaraçando e cantando junto. Um excelente início de horário de verão para os cariocas.
PS.: Como não levei papel nem caneta e não conheço todas as músicas do Incubus, fico devendo o set list.